Instituído a partir da data da morte de Amílcar Cabral, em 20 de janeiro de 1973, trata-se de um feriado nacional que se destina a recordar todos aqueles que tombaram pela libertação de Cabo Verde do jugo colonial português. A data recorda ainda aquele que foi considerado um dos mais brilhantes dirigentes políticos africanos, no movimento de libertação das colónias africanas, do século passado. Nascido a 12 de Setembro de 1924, em Bafatá, na então Guiné Portuguesa, filho de pais cabo-verdianos, Amilcar Cabral acabou por corporizar e dar forma a uma antiga vontade de autonomia e mais tarde de independência que os intelectuais cabo-verdianos sempre defenderam. Cabral fez os seus primeiros estudos em São Vicente, berço da intelectualidade cabo-verdiana da época, evidenciando-se já como aluno brilhante.E é na Guiné que, em 1956, juntamente com mais cinco companheiros funda o Partido Africano para a Independência de Guiné e Cabo Verde (PAIGC), do qual foi Secretário-Geral até à data da sua morte, em 1973, pelas mãos de guerrilheiros do próprio partido. Amilcar Cabral deixou o seu nome ligado à literatura, como poeta, e ao humanismo pelas causas defendidas, tornando-se uma referência mundial e tendo convivido com líderes do mundo de então. Da sua contribuição ficam também textos de índole científico e um pensamento político, todos os anos recordado, através de conferências e palestras.
Algumas datas e acontecimentos marcantes na vida de Amilcar Lopes Cabral 

1924, 12 de Setembro: Nasce em Bafatá, Guiné
1932: Vai para Cabo Verde
1943: Completa no Mindelo o curso liceal
1944: Emprega-se na Imprensa Nacional, na Praia
1945: Com uma bolsa de estudo, ingressa no I. S. Agronomia, em Lisboa
1950: Termina o curso e trabalha na Estação Agronómica de Santarém
1952: Regressa a Bissau, contratado para os S. Agrícolas e Florestais da Guiné
1955: O governador impõe a sua saída da colónia; vai trabalhar para Angola; liga-se ao MPLA
1956: Criação em Bissau do PAIGC
1960: O Partido abre uma delegação em Conacri; a China apoia a formação de quadros do PAIGC -
1961: Marrocos abre as portas aos membros do Partido
1963, 23 de Janeiro: Início da luta armada, ataque ao aquartelamento de Tite, no sul da Guiné; em Julho o PAIGC abre a frente norte
1970, 1 de Julho: O papa Paulo VI concede audiência a Amílcar Cabral, Agostinho Neto e Marcelino dos Santos; 22 de Novembro: O governador da Guiné-Bissau decide e Alpoim Calvão chefia a operação de "comando" "Mar Verde" destinada a capturar ou a eliminar os dirigentes do PAIGC sediados em Conacri: fracasso! -
1973, 20 de Janeiro: Amílcar Cabral é assassinado em Conacri.
Cabral era um filho de Cabo verde, sempre lutou para a liberdade, dignidade e melhores condições de vida para todos os caboverdianos, aqui fica um poema de Cabral dedicado as nossas queridas ilhas:

Tu vives — mãe adormecida —
nua e esquecida,
seca,
fustigada pelos ventos,
ao som de músicas sem música
das águas que nos prendem…

Ilha:
teus montes e teus vales
não sentiram passar os tempos
e ficaram no mundo dos teus sonhos
— os sonhos dos teus filhos —
a clamar aos ventos que passam,
e às aves que voam, livres,
as tuas ânsias!

Ilha:
colina sem fim de terra vermelha
— terra dura —
rochas escarpadas tapando os horizontes,
mas aos quatro ventos prendendo as nossas ânsias!

fontes:www.sapo.cv(sapo noticias)

www.vidaslusofonas.pt/amilcar_cabral





 

publicado por mekane às 14:52